A RAZÃO DO SILÊNCIO
Passados uns dias de ter tomado a decisão de fechar o Blog da Bola e com a certeza de que não é isto que quero, pelo respeito que todos os leitores me merecem, aqui fica a explicação pela escolha deste caminho.
Não foi para mim fácil tomar esta decisão depois de ter conquistado um volume de leitores que estava quase no 1,4 milhões de páginas vistas e a incomodar muita gente, mas teve de ser, não só por opção minha, mas também a pedido da minha família.
Nunca me deixei levar pelo medo ou chantagem, estas duas atitudes de ataque sempre me levaram a seguir ainda mais em frente na denúncia e talvez por isso, sempre fui respeitado e deixei muita gente inquieta, mas não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe.
Como alguns leitores começaram a notar, o Blog da Bola foi perdendo força pela ausência de notícias e estava a cair no rumo de muitos outros de comentar apenas as notícias diárias e não foi com este objectivo que este espaço nasceu. Isso aconteceu, em parte, porque a crise financeira também nos afectou e o orçamento de centenas de euros gastos em telefonemas mensalmente, para se fazer pesquisa e investigação teve de ser drasticamente reduzido e como todos sabem, sem investigação não há notícia.
Mas, com um pouco de sacrifício arranjava-se sempre para o gasto, até porque sou um homem de luta e não me deixo vergar com tanta facilidade.
Poderão, todos vocês começar a pensar que afinal não houve censura nenhuma e que fui eu, que resolvi fechar a “tasca”. É uma meia verdade.
Mas, a lógica do de António Boronha, pessoa que admiro, não só pela qualidade do seu blog, mas pelo seu carácter, quando diz que com ele “têm de se agarrar ao pau”, não será muito bem assim. Esqueceu-se o Boronha que as técnicas de censura se vão refinando cada vez mais e dentro de toda a legalidade.
Cito o meu exemplo, para que todos fiquem cientes do que é possível fazer para que os “novos ricos” do nosso futebol voltem a dominar.
Num espaço de poucos meses fui alvo de 15 processos judiciais e as pessoas têm toda a legitimidade de se sentirem ofendidas e recorrer aos tribunais para se defenderem.
Destes 15 processos, 13 foram arquivados porque o MP considerou que não havia matéria de facto ou as provas apresentadas foram convincentes. Dirá o leitor, numa análise muito rápida: sendo assim, onde está o problema?
O problema é que por cada processo instaurado e mandado arquivar pelo MP, os “senhores” do futebol, como não estão a gastar dinheiro do seu bolso, mas do clube que representam, avançam imediatamente com uma queixa particular, que volta a ser arquivada. A seguir vem o recurso para a relação e em todo este trajecto, o arguido, sem culpa formada e com sucessivos processos arquivados é obrigado a gastar em cada recurso, 192 euros, o que quer dizer que se fizer pelo menos dois recursos em cada processo, lá vão cerca de 400 euros fora os honorários do advogado. Quando o processo é definitivamente arquivado, o assistente retira-se com toda a tranquilidade sem gastar um tostão do seu bolso e o arguido, sem ter cometido nenhum crime viu a sua conta bancária bastante diminuída.
Alguns dos assistentes dos tais processos, chegaram a queixar-se de factos em que recebiam elogios e por isso, caro Boronha, não é assim tão fácil agarrarem-se ao pau, mas somos nós, que sem qualquer lucro ou interesse, temos de nos agarrar ao pau.
Já sabem que comigo não resulta a violência, o insulto, ou a chantagem porque não estou encostado a nenhum lado e os criminosos estão sempre na outra margem.
Nós por cá vamos manter a postura e um silêncio estratégico e vamos a breve prazo romper mais uma vez com as correntes da censura.
Até breve
Não foi para mim fácil tomar esta decisão depois de ter conquistado um volume de leitores que estava quase no 1,4 milhões de páginas vistas e a incomodar muita gente, mas teve de ser, não só por opção minha, mas também a pedido da minha família.
Nunca me deixei levar pelo medo ou chantagem, estas duas atitudes de ataque sempre me levaram a seguir ainda mais em frente na denúncia e talvez por isso, sempre fui respeitado e deixei muita gente inquieta, mas não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe.
Como alguns leitores começaram a notar, o Blog da Bola foi perdendo força pela ausência de notícias e estava a cair no rumo de muitos outros de comentar apenas as notícias diárias e não foi com este objectivo que este espaço nasceu. Isso aconteceu, em parte, porque a crise financeira também nos afectou e o orçamento de centenas de euros gastos em telefonemas mensalmente, para se fazer pesquisa e investigação teve de ser drasticamente reduzido e como todos sabem, sem investigação não há notícia.
Mas, com um pouco de sacrifício arranjava-se sempre para o gasto, até porque sou um homem de luta e não me deixo vergar com tanta facilidade.
Poderão, todos vocês começar a pensar que afinal não houve censura nenhuma e que fui eu, que resolvi fechar a “tasca”. É uma meia verdade.
Mas, a lógica do de António Boronha, pessoa que admiro, não só pela qualidade do seu blog, mas pelo seu carácter, quando diz que com ele “têm de se agarrar ao pau”, não será muito bem assim. Esqueceu-se o Boronha que as técnicas de censura se vão refinando cada vez mais e dentro de toda a legalidade.
Cito o meu exemplo, para que todos fiquem cientes do que é possível fazer para que os “novos ricos” do nosso futebol voltem a dominar.
Num espaço de poucos meses fui alvo de 15 processos judiciais e as pessoas têm toda a legitimidade de se sentirem ofendidas e recorrer aos tribunais para se defenderem.
Destes 15 processos, 13 foram arquivados porque o MP considerou que não havia matéria de facto ou as provas apresentadas foram convincentes. Dirá o leitor, numa análise muito rápida: sendo assim, onde está o problema?
O problema é que por cada processo instaurado e mandado arquivar pelo MP, os “senhores” do futebol, como não estão a gastar dinheiro do seu bolso, mas do clube que representam, avançam imediatamente com uma queixa particular, que volta a ser arquivada. A seguir vem o recurso para a relação e em todo este trajecto, o arguido, sem culpa formada e com sucessivos processos arquivados é obrigado a gastar em cada recurso, 192 euros, o que quer dizer que se fizer pelo menos dois recursos em cada processo, lá vão cerca de 400 euros fora os honorários do advogado. Quando o processo é definitivamente arquivado, o assistente retira-se com toda a tranquilidade sem gastar um tostão do seu bolso e o arguido, sem ter cometido nenhum crime viu a sua conta bancária bastante diminuída.
Alguns dos assistentes dos tais processos, chegaram a queixar-se de factos em que recebiam elogios e por isso, caro Boronha, não é assim tão fácil agarrarem-se ao pau, mas somos nós, que sem qualquer lucro ou interesse, temos de nos agarrar ao pau.
Já sabem que comigo não resulta a violência, o insulto, ou a chantagem porque não estou encostado a nenhum lado e os criminosos estão sempre na outra margem.
Nós por cá vamos manter a postura e um silêncio estratégico e vamos a breve prazo romper mais uma vez com as correntes da censura.
Até breve
